"Crie laços com as pessoas que lhe fazem bem, que lhe
parecem verdadeiras e desfaça os nós que lhe prendem aqueles que foram
significativas na sua vida, mas infelizmente, por vontade própria - ou
do destino, deixaram de ser. Nó aperta, laço enfeita...simples assim."
domingo, 9 de dezembro de 2012
domingo, 25 de novembro de 2012
O quão difícil pode ser
O quão difícil pode
ser a dor da perda ?
O quão difícil pode
ser perde alguém que nunca teve ?
O quão difícil pode
ser superar e seguir em frente ?
O quão difícil pode
ser ver alguém que você ama ir embora ?
O quão difícil pode
ser aceitar as decisões ?
O quão difícil pode
ser querer e não poder ?
O quão difícil pode
ser levantar a cabeça depois de vários tropeços ?
O quão difícil pode
ser aceitar o novo ?
O quão difícil pode
ser começa do zero ?
O quão difícil pode
ser sofrer por antecipação ?
O quão difícil pode
ser lidar com a distância ?
O quão difícil pode
ser não saber se é ou não correspondido ?
O quão difícil pode
ser a dúvida ?
O quão difícil pode
ser falar com aquela pessoa ?
O quão difícil pode
ser ter tantas perguntas sem ao menos uma resposta ?
[Marina de Paula]
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Não adianta..
"Não adianta negar, o tempo enfraquece os sentimentos. Na verdade, o
tempo, a distância e a falta de vontade. Amizades são enfraquecidas,
amores são deixados de lado, dores são amenizadas, memórias são
desbotadas e, mais tarde, essas amizades, amores, dores e memórias vão
ser substituídas. É o ciclo da vida. Criar para ser destruído, destruir
para ser recriado e ter sentimentos para ser marcado, mas nunca da mesma
forma."
domingo, 3 de junho de 2012
Amigos
Amizade , o sentimento mais nobre que existe.
Tal sentimento não exige trabalho, pois não
exige esforço ser amigo de alguém, apenas sinceridade e receptividade.
Amizade é quando nos sentimos seguros em relação a algo, ou mesmo tudo ,
sabendo que temos alguém em quem podemos
confiar por inteiro.
É quando nos dispomos a ouvir segredos,
e a dar nossa opinião, sem que o outro fique magoado
com a nossa sinceridade.
É quando erramos e temos alguém para nos corrigir,
nos colocando no caminho certo e dando conselho,
sendo, assim, um anjo em nossa vida.
Amizade é algo que muitos tentam definir,
mas faltam adjetivos e palavras para descrevê-la,
eu diria que é um amor mais lapidado.
Amizade é ter a certeza que podemos falar
com os amigos sobre nossas conquistas, sabendo que
eles ficarão felizes e nunca com inveja.
Amizade é um barco seguro, navegando em águas calmas,
é a certeza de sermos importantes e de termos para os
amigos o mesmo valor que temos por eles.
Amizade não tem hora, dia ou lugar.
Não importa o quão longe pode estar de você,
pois a verdadeira amizade não conhece distância.
Amizade é ter alguém para lhe animar depois de um dia ruim,
é ter um ombro amigo para lhe consolar depois de uma decepção
é ter uma mão para lhe ajudar a levantar quando estiver caindo.
Ter amigos é saber que qualquer problema
ficará menor, se tivermos com quem dividí-lo.
- Dedico esse texto as minhas lindas amigas - Sarah Michellis e Luana Chaves - ,que estiveram comigo nos melhores momentos da minha existência. Amo vocês ♥
[ Marina de Paula ]
terça-feira, 1 de maio de 2012
Realidade sobre sentimentos
"Nunca
lhe falei da minha paixão, mas ele deve ter ouvido alguns segredos que
os meus olhos, traiçoeiros, deixaram escapar nas raras vezes que permiti
tocarem os dele. Deve ter percebido a palidez que vestia meu rosto ao
encontrá-lo. Depois, o rubor. As palavras trôpegas, desconexas, tentando
achar o caminho da lógica. Aquele texto inadequado para o contexto que a
gente diz e depois, ao relembrar, faz um muxoxo, balança a cabeça
aborrecidamente, e diz pra si mesmo: “Ai, meu Deus!...”
Deve
ter ouvido o meu riso desafinado, que em algumas circunstâncias era
motivado apenas pelo nervosismo. O outro falando de uma coisa que não
tem graça nenhuma e a gente rindo, sem poder explicar a aparente
esquisitice. Deve ter ouvido a mão gelada que apertava a dele levemente
para não ser desmascarada. E aquele ar meio patético que as pessoas
costumam ter quando se apaixonam. A boca é o que menos fala no corpo.
Imagino que deve ter ouvido algumas dessas vozes que falavam em mim sem
que eu pudesse contê-las.
Mas,
ainda que tenha ouvido, não ouviu tudo. Não soube que eu inventava os
pretextos menos criativos para vê-lo. Que planejava a maioria dos
encontros que eu chamava de coincidências. Que antes de ir até onde ele
estava, passava mais perfume que de costume. Mudava, várias vezes, a
roupa, o batom, o humor. Enchia a boca com balas de hortelã. Ficava
incontáveis minutos em frente do espelho, procurando o melhor ângulo, o
melhor sorriso, a melhor expressão de surpresa. Ensaiava, em vão, como
agiria quando o encontrasse: o cumprimento, os gestos, as palavras. Todo
um roteiro meticulosamente estudado para ser traído, em poucos
segundos, pela inabilidade que me dominava ao me flagrar diante dele.
Aquele esforço sobre-humano para aparentar serenidade com uma escola de
samba desfilando no coração.
Nunca
soube que, depois de encontrá-lo, relembrava cada detalhe durante todas
as horas que antecediam o próximo encontro. A rota que seus olhos
percorreram, cada movimento, cada vírgula da sua fala, cada nuance de
entonação. Era como se eu quisesse descobrir alguma possibilidade de
correspondência. Ainda que pequena. Ainda que remota. Relembrar
também era uma forma de senti-lo perto de mim de novo e de poder olhar
para ele sem reserva, sem cautela, debruçada na janela da minha
imaginação.
Mesmo
que tenha suspeitado de que eu sentia algo, não descobriu tudo. Não
descobriu que seu riso era a canção de que eu mais gostava. Que
sussurrava seu nome repetidas vezes, e com tanta delicadeza, que ele
bailava nos meus ouvidos como um poema. Um mantra. Uma música. Que eu
queria conhecer o lugar onde os seus sonhos moravam para poder
acordá-los, vez ou outra, quando adormecessem. Que em alguns momentos,
no auge da minha ilusão, senti vontade de pedir que jogássemos as armas
no chão para que nossas mãos pudessem se encontrar.
Nunca
descobriu que escrevi versos que não lhe mostrei e cartas que jamais
entregaria. Que muitas vezes, a pedido do meu coração, liguei apenas
para ouvir sua voz dizer alô e desliguei sem uma única palavra. Que
fantasiei delícias. Que cantei todas as músicas de amor que eu sabia
lembrando dele. Que lembrava ao acordar. Que adormecia lembrando. Que
lembrava tanto que achava ter enlouquecido, ô droga obsessor esse tal de
amor. E que, às vezes, lembrar doía, uma dor fina e morna crescendo no
peito, como doem os sonhos que não acontecem e que a gente desconfia que não vão mais acontecer.''
[Ana Jácomo]
domingo, 22 de abril de 2012
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